Canção do Exílio II - O Avesso
"I heard about your trip
I heard about your souvenirs
I heard about all the cool lights
All the cool nights and the coold guys
That you spent them with"
- Dashboard Confessionals - The Last Deception
É, esta vida é interessante demais.
Eu estou seriamente pensando num bom motivo para não incluir isto no blog. Mas não estou achando nenhum, então fodeu.
A verdade é a seguinte e primeiro eu tenho que me desculpar com todos os meus manos. E lembrar que se eu falar alguma coisa aqui que ofenda alguém, lembrem-se que eu não estou bravo com nenhuma pessoa ou grupo específico. Mas eu vou esbravejar algo relativamente íntimo, e quero mais que tudo se exploda.
Eu deixei o país num ponto em que minha vida estava para se armar. Bem ou mal eu estava me encaminhando para algum lugar. E eu estou falando de um patamar afetivo. Eu não era nem nunca fui (nem provavelmente chegarei a ser) o rei das mulheres.
Mas eu tinha uma fama, um lugar na matilha, e estava trabalhando duro pra me aprimorar.
Saí do Brasil simplesmente (ou essa é a impressão que ficou) para começar do zero. E eu já comecei do zero muitas vezes. Mas desta vez foi meio que sem necessidade.
E no exterior eu aprendi muito. Amarrei meu burro embaixo de muita sombra. Namorei, amadureci, fiz o diabo.
Mas o tempo todo ouvia do caminhar da carruagem por aqui e pensava “beleza, eles tão fazendo a vida deles por lá e eu to fazendo a minha por aqui”.
Ledo engano, meus caros. Pois agora retornei para encontrar um batalhão de caras novas e algumas antigas que eu não fazia idéia que encontraria. São namoradas e namorados à torta e à direita. São relacionamentos que se solidificaram ou desabrocharam ou simplesmente começaram e continuam e que não tem ABSOLUTAMENTE nada a ver comigo.
Mas que ainda assim, impacta a mim, pois eu estou ainda naquela velha história da caça ao coelho, procurando a mulher ideal, a batida perfeita.
Nada de errado com isso. Mas são como constantes lembretes, ao meu ver, de que talvez nada disso fosse necessário, caso eu tivesse ficado, ou aqui logo de cara, ou lá.
Explicarei meu discurso enlouquecido. Ou pelo menos lhes darei a causa. Recebi noticias dos States. Aparentemente minha mais recente “ex” já está namorando. Com um cara muito amigo meu.
Sem problema.
Nada a ver comigo.
ABSOLUTAMENTE nada.
Mas me lembra de um certo tempo quando eu não tinha que perguntar o que eu vou ter que fazer para conseguir um pouco de “atenção” se é que vocês me entendem.
Lembra-me de um tempo em que morar sozinho era muito menos solitário.
Mas isso é passageiro. Não posso cobrar nada de ninguém, nem da vida, que já me deu demais.
Só que eu fico “cabreiro” de vez em quando, só isso.
I heard about your souvenirs
I heard about all the cool lights
All the cool nights and the coold guys
That you spent them with"
- Dashboard Confessionals - The Last Deception
É, esta vida é interessante demais.
Eu estou seriamente pensando num bom motivo para não incluir isto no blog. Mas não estou achando nenhum, então fodeu.
A verdade é a seguinte e primeiro eu tenho que me desculpar com todos os meus manos. E lembrar que se eu falar alguma coisa aqui que ofenda alguém, lembrem-se que eu não estou bravo com nenhuma pessoa ou grupo específico. Mas eu vou esbravejar algo relativamente íntimo, e quero mais que tudo se exploda.
Eu deixei o país num ponto em que minha vida estava para se armar. Bem ou mal eu estava me encaminhando para algum lugar. E eu estou falando de um patamar afetivo. Eu não era nem nunca fui (nem provavelmente chegarei a ser) o rei das mulheres.
Mas eu tinha uma fama, um lugar na matilha, e estava trabalhando duro pra me aprimorar.
Saí do Brasil simplesmente (ou essa é a impressão que ficou) para começar do zero. E eu já comecei do zero muitas vezes. Mas desta vez foi meio que sem necessidade.
E no exterior eu aprendi muito. Amarrei meu burro embaixo de muita sombra. Namorei, amadureci, fiz o diabo.
Mas o tempo todo ouvia do caminhar da carruagem por aqui e pensava “beleza, eles tão fazendo a vida deles por lá e eu to fazendo a minha por aqui”.
Ledo engano, meus caros. Pois agora retornei para encontrar um batalhão de caras novas e algumas antigas que eu não fazia idéia que encontraria. São namoradas e namorados à torta e à direita. São relacionamentos que se solidificaram ou desabrocharam ou simplesmente começaram e continuam e que não tem ABSOLUTAMENTE nada a ver comigo.
Mas que ainda assim, impacta a mim, pois eu estou ainda naquela velha história da caça ao coelho, procurando a mulher ideal, a batida perfeita.
Nada de errado com isso. Mas são como constantes lembretes, ao meu ver, de que talvez nada disso fosse necessário, caso eu tivesse ficado, ou aqui logo de cara, ou lá.
Explicarei meu discurso enlouquecido. Ou pelo menos lhes darei a causa. Recebi noticias dos States. Aparentemente minha mais recente “ex” já está namorando. Com um cara muito amigo meu.
Sem problema.
Nada a ver comigo.
ABSOLUTAMENTE nada.
Mas me lembra de um certo tempo quando eu não tinha que perguntar o que eu vou ter que fazer para conseguir um pouco de “atenção” se é que vocês me entendem.
Lembra-me de um tempo em que morar sozinho era muito menos solitário.
Mas isso é passageiro. Não posso cobrar nada de ninguém, nem da vida, que já me deu demais.
Só que eu fico “cabreiro” de vez em quando, só isso.


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